Nacionais

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Os pacientes do Hospital Beneficente Doutor Bezerra de Menezes, em Mundo Novo, na região Sudoestes de Mato Grosso do Sul, a 458 quilômetros de Campo Grande, convivem com visitantes inusitados: macacos. Eles entram pelas janelas e ficam no mesmo ambiente que os pacientes. Alguns pacientes e familiares demonstraram preocupação com a possibilidade de transmissão de doenças. “Hospital cheio de macacos, enquanto a população clama por uma saúde digna”, afirmou uma mulher, que pediu para não ser identificada. “Infestação de macacos. É hospital, mas parece zoológico”. Mas a convivência com os humanos seria incentivada por outros pacientes. “Eles entram nos quartos porque tem gente que dá coisas para eles comerem”, explica uma funcionária. No hospital, a informação é de que os macacos pertencem ao dono da unidade, que mora ao lado. O Hospital Beneficente Doutor Bezerra de Menezes é o único hospital de Mundo Novo. Ele atende pacientes daquela cidade, das vizinhas Eldorado e Japorã e do Paraguai. A convivência entre animais e pacientes não é recente. De acordo com uma funcionária, há décadas os macacos fazem visitas regulares ao hospital. A unidade hospitalar existe há mais de 30 anos. Ainda segundo a mesma funcionária, o dono tem autorização do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) para criar os bichos.

 

 

Fonte: G1

A Caixa Econômica Federal sorteou na noite deste sábado o concurso 1.919 da Mega-Sena. Ninguém acertou as seis dezenas, e o prêmio acumulou em R$ 59 milhões. Os números sorteados foram 11 - 28 - 37 - 45 - 54 - 60. O sorteio foi às 20h (horário de Brasília) no município de Cantagalo (RJ). A Quina teve 67 acertadores. O prêmio para cada um deles é de R$ 50.218,80. Outras 5.858 apostas levaram a Quadra. Cada apostador, neste caso, leva R$ 820,52. O próximo sorteio da Mega-Sena será na quarta-feira (12). A probabilidade de vencer em cada concurso varia de acordo com o número de dezenas jogadas e do tipo de aposta realizada. Para a aposta simples, com apenas seis dezenas, com preço de R$ 3,50, a probabilidade de ganhar o prêmio milionário é de 1 em 50.063.860, segundo a Caixa. Já para uma aposta com 15 dezenas (limite máximo), com o preço de R$ 17.517,50, a probabilidade de acertar o prêmio é de 1 em 10.003, ainda segundo a Caixa.

 

 

Fonte: G1

Uma ação política deflagrada há mais de 11 mil quilômetros do Distrito Federal provocou reação em diversos moradores da capital. Brasilienses integrantes da organização Testemunhas de Jeová enviaram milhares de cartas de protesto à Embaixada da Rússia, na Quadra 801 do Setor de Embaixadas Sul, para reclamar contra a proibição da atuação do grupo cristão na Rússia. O Ministério da Justiça daquele país solicitou que a comunidade religiosa seja considerada extremista e banida. Em 5 de abril, o Supremo Tribunal da Federação Russa vai avaliar o pedido, que pode afetar a vida de cerca de 175 mil seguidores. As famílias pedem a intervenção do embaixador Sergey Pogóssovitch Akopov para a suspensão do processo. O “cartaço” à representação russa no Brasil é ainda maior, já que grupos de vários estados aderiram à iniciativa. As manifestações também se multiplicam nas redes sociais, onde seguidores do credo usam o perfil da representação no Facebook para reclamar. O Ministério da Justiça russo já havia proibido a circulação de materiais de divulgação e doutrinação de Testemunhas de Jeová, entre eles, uma Bíblia adaptada, um folheto de divulgação ilustrado e um livro de histórias bíblicas para crianças com termos e frases que podem ser consideradao agressivos por pessoas que não fazem parte do credo. Uma reportagem de 29 de novembro de 2016, publicada no site da organização, mostra um grupo de homens vestidos de preto invadindo um salão e, aparentemente, plantando material proibido pelo governo russo no local. Porta-vozes da comunidade religiosa no DF, Adriano Faria e José Emiliano Ribeiro Filho explicam que a estrutura e o material religioso do grupo é o mesmo, tanto no país do norte da Eurásia quanto no Brasil, por exemplo. Mas garantem que, após a proibição, os fiéis daquele país teriam deixado de usar as publicações em pregações. Adriano está entre os que enviaram cartas para a Embaixada da Rússia no Brasil. Ele também escreveu para autoridades russas, incluindo o presidente do país, Vladimir Putin. “Eu pedi a ajuda do embaixador para evitar a iminente proibição das Testemunhas de Jeová, que pode afetar a vida de 175 mil russos e, até, colocá-los na ilegalidade. Tratarão pessoas de bem como criminosos. Eles sediarão a Copa do Mundo em 2018, estão se abrindo e não acredito que queiram passar essa imagem”, conta. “Entre nossos preceitos está o respeito a Deus, à família e às autoridades. Nós respeitamos as autoridades e não nos envolvemos politicamente. Se eles proibiram (o folheto, a Bíblia adaptada e o livro infantil), não íamos usar o material. O que praticamos aqui, praticamos na Rússia. É a mesma forma de conduta, o mesmo ensino. A notícia causou consternação no DF e no Brasil”, lamenta Adriano. O Distrito Federal e o Entorno contam com cerca de 200 congregações e, aproximadamente, 20 mil fiéis. Há, inclusive, grupos que ministram as pregações em chinês, espanhol, inglês e francês — este último voltado para a comunidade haitiana na capital. Segundo José Emiliano, as Testemunhas de Jeová ainda não têm informações que expliquem a atitude do governo russo. Questionado sobre uma possível intervenção de outras organizações religiosas, ele disse que não “há como se ter certeza”, mas afirmou que a Igreja Ortodoxa Russa se mostrou desfavorável às Testemunhas de Jeová anteriormente. “A religião é um valor de escolha individual em uma sociedade que, por isso, torna-se plural. Cada um tem o direito de escolher aquilo que crê. No nosso caso, todo nosso trabalho e divulgação são voluntários. E nós falamos somente a quem deseja nos ouvir”, explica. Sem revelar o nome, um funcionário dos Correios confirma o alto número de cartas de vários lugares do Brasil para a Embaixada da Rússia. Segundo ele, a expectativa é que, em pouco tempo, a quantidade de correspondências chegue a 1 milhão. “São de várias pardes do Brasil. São cartas simples, registradas, por Sedex, em uma demanda muito além da esperada. Aumentou bastante a carga de trabalho”, revela. As cartas de Roberto Kayano Júnior, 39 anos, e da mulher, Gisela Kayano, 38, estão entre as milhares enviadas. Frequentadores de uma congregação no Cruzeiro Novo, eles acreditam que o “cartaço” promovido pelos religiosos chegará ao conhecimento das autoridades. “Soubemos do processo de proibição pelo site das Testemunhas de Jeová. Escrevi para o embaixador dizendo que estou apreensivo com a situação”, revela. Roberto espera que o embaixador sensibilize as autoridades do país dele e que o julgamento seja suspenso. “Aqui no Brasil, nunca passamos por isso. Sabemos que cada país tem suas leis. Na Rússia, como no Brasil, as pessoas são livres para seguirem suas crenças. Mas eles estão nos considerando extremistas baseados em uma lei antiterrorismo. Talvez seja por falta de informação”, alfineta. Gisela concorda. “Foi uma possível má aplicação da lei antiterrorismo. Não existe nada nas nossas atividades ou publicações que possa ser entendido como extremista ou de natureza criminosa. Eu e meu marido mandamos cartas, e nossa filha, Saori, coloriu um desenho da (animação infantil) Marsha e o Urso, com uma frase, que mandamos também”, detalha. Porta-voz nacional das Testemunhas de Jeová, William Santos disse que a organização vinha sofrendo com intolerância por parte do governo russo há algum tempo. “Todas as vezes que enviamos uma remessa de nossas Bíblias para o país, eles embargam”, destaca. Para ele, o credo como um todo está sofrendo “preconceito religioso”. “Todas as vezes que eles censuram um material nosso, tiramos de circulação nos nossos salões. A única coisa que continuamos fazendo são as visitas e as pregações, além de ler a Bíblia”, critica. A reportagem do Correio Braziliense telefonou diversas vezes para a Embaixada da Rússia e enviou um e-mail pedindo esclarecimentos. O órgão, porém, não respondeu às ligações ou à mensagem.

 

Fonte: Correio Braziliense

Equipes do Corpo de Bombeiros Militar e do Serviço de Atendimento Médico de Urgência (Samu) foram acionadas, na tarde desta quinta-feira (6), para socorrer funcionários do frigorífico JBS, em Campo Grande. Eles passaram mal por conta do vazamento de amônia. A TV Morena entrou em contato com a JBS e aguarda retorno. Por meio de uma nota à imprensa, a JBS informou que o vazamento foi controlado e que, por precaução, a unidade foi imediatamente evacuada. O frigorífico disse ainda que as operações na unidade estão temporariamente suspensas. (Veja nota da JBS sobre o vazamento no final desta reportagem) No começo da tarde, o movimento de socorristas no local foi intenso. Alguns empregados receberam atendimento do lado de dentro do frigorífico, onde se concentrou um grande número de ambulâncias; outros, assustados, correram para as margens da BR-060, a cerca de 400 metros da unidade. Reclamando intenso mal estar, como falta de ar, algumas pessoas foram socorridas na beira da rodovia e encaminhadas para unidades de saúde da capital sul-mato-grossense. Funcionários relataram ao G1 que sentiram cheiro forte e saíram correndo, já suspeitando do vazamento de amônia. Colaboradores que não precisaram de socorro atenderam pedido dos técnicos em segurança da empresa para retornar à área do frigorífico. A amônia é um gás tóxico usado no sistema de refrigeração do frigorífico.

 

 

 

Fonte: G1

s mudanças nas regras para o uso do rotativo do cartão de crédito começam a valer nesta segunda-feira (3). A partir de agora, os clientes terão restrições para fazer o pagamento mínimo da fatura e acessar o crédito rotativo. A determinação foi divulgada pelo Banco Central no dia 26 de janeiro. Diferente do que ocorria antes, quem optar por pagar o valor mínimo da fatura não poderá fazer essa opção por vários meses consecutivos. A restrição foi criada para coibir o uso do rotativo e obrigar os bancos a oferecer uma solução de parcelamento para o cartão de crédito com juros mais baratos. A taxa de juro do rotativo encerrou 2016 em 484,6% ao ano, segundo dados do Banco Central, que considera a média de todas as instituições financeiras. SAMY DANA: Solução para rotativo ainda custa caro e brasileiro deve evitar Como funcionou até agora? Antes da mudança, para não ficar inadimplente, o consumidor precisava pagar ao menos 15% do valor da fatura de seu cartão de crédito (pagamento mínimo) até o vencimento da fatura. O restante da dívida ficava para o mês seguinte, sujeito aos juros do cartão considerados proibitivos. No mês seguinte, o cliente receberia a fatura com o saldo da dívida do mês anterior acrescido dos juros. Se não conseguisse pagar o valor integral, ele poderia, então, fazer novamente o pagamento mínimo de 15%, no mesmo processo anterior, e assim sucessivamente. Daí surge a metáfora da “bola de neve” associada frequentemente ao uso do rotativo do cartão de crédito. O que muda? A partir desta segunda (3), o consumidor que não conseguir fazer o pagamento integral de sua fatura do cartão de crédito poderá fazer o pagamento mínimo de 15% apenas por um mês. Na fatura seguinte, ele não poderá repetir o processo, pois o banco é obrigado a oferecer uma linha de crédito para que o consumidor parcele a sua dívida. O cliente negocia então um prazo e uma taxa de juros para pagar a pendência. Entre os grandes bancos brasileiros, quatro já anunciaram as taxas que vão ser oferecidas – todas menores que os atuais juros do cartão, variando de 0,99% a 9,99% ao mês. Na prática, em vez de alongar indefinidamente sua dívida fazendo o pagamento mínimo da fatura por vários meses consecutivos, o cliente terá de assumir o financiamento de sua dívida com prazo determinado e juros menores. É importante destacar que, pelas novas regras, o cliente ainda pode fazer o pagamento integral de sua dívida a qualquer momento, mesmo antes do vencimento da próxima parcela. Na ponta do lápis Com taxas menores, o valor final pago pelos consumidores ao fim do parcelamento acaba ficando mais baixo do que seriam com juros rotativos do cartão. No entanto, o cliente pode ficar sujeito a parcelas maiores do que pagaria caso fizesse o pagamento mínimo da fatura por vários meses. O economista Samy Dana, colunista do G1, fez a simulação de uma dívida de R$ 1 mil paga em 1 ano. Pelo rotativo do cartão, considerando os juros médios de 4 grandes bancos do Brasil (16,4% ao mês), o cliente que optasse por pagar o valor mínimo da fatura por 11 meses arcaria com parcelas de R$ 134 a R$ 148. Pagando o saldo devedor restante de R$ 885,42 no 12º mês, a dívida de R$ 1 mil teria se tornado R$ 2.588. Para comparação: considerando os juros médios já anunciados pelos bancos nas novas regras, a dívida final somaria R$ 1.872, com 12 parcelas iguais de R$ 143.

 

O que dizem os especialistas

 

Marcos Crivelaro, especialista em finanças pessoais e professor da Fiap, avalia que as pessoas que têm o costume de, equivocadamente, “usar o rotativo do cartão de crédito como complemento do salário” podem sentir agora que “o estão privando dessa liberdade”. No entanto, o educador acredita que a nova regra defende o consumidor, já que o valor da dívida final é menor. Crivelaro também estima que as novas regras inibam o descontrole financeiro. “Com rotativo o cartão, aquele ‘algo a mais’ que o salário não cobria estava sempre lá, pronto, pré-aprovado, sem burocracia”, descreve. “Agora, financiar a si mesmo vai dar trabalho”, diz ele sobre as negociações dos parcelamentos. Para o economista Samy Dana, a solução encontrada pelos bancos ainda é uma opção de crédito cara e que deve ser evitada pelo brasileiro. Reinaldo Domingos, presidente da Associação Brasileira de Educadores Financeiros e da DSOP, acredita que, apesar de o parcelamento a juros menores diminuírem o valor final da dívida, as novas condições não devem ter um impacto grande nos índices de inadimplência. “Se uma pessoa não consegue pagar o mínimo de 15%, também não vai conseguir pagar a parcela financiada.” Para Domingos, a nova medida que permite financiar o valor total “não está dando nenhum tipo de benefício para o devedor”. “Essa dívida vai acabar se tornando objeto de negativação do nome desse consumidor.”

Para quem já está endividado, os educadores financeiros recomendam a procura de crédito mais barato antes de ficar sujeitos aos juros do cartão de crédito, mesmo considerando as taxas mais baixas das novas regras. Entre os exemplos estão créditos pessoais a juros menores, como o consignado, além da procura do banco ou instituição financeira que ofereça as condições mais vantajosas para liquidar as pendências. Além disso, a recomendação é prestar atenção ao orçamento familiar, identificando as despesas que podem ser cortadas para que os gastos não ultrapassem os ganhos. “Quando a gente fala em cortar gastos, a pessoa não consegue visualizar onde está gastando. Reduzir padrão é adequar a realidade do que eu ganho comparado com o que eu gasto. E eu não tenho como descobrir aonde está indo cada centavo do meu dinheiro se não fizer um acompanhamento minucioso”, ensina Domingos.

 

Fonte: G1

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