Polícia
Segunda, 30 Maio 2016 14:39

Polícia considera foragidos suspeitos identificados em estupro no RJ

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Nenhum deles foi encontrado na operação realizada no Morro do Barão. A adolescente foi incluída no programa de proteção a testemunha.

A polícia do Rio de Janeiro considera foragidos os seis suspeitos identificados no caso do estupro coletivo. Nenhum deles foi encontrado na operação realizada nesta segunda-feira (30) na Zona Oeste da cidade. A adolescente de 16 anos foi incluída no Programa de Proteção à testemunha.

A polícia saiu cedo para cumprir seis mandados de busca, apreensão e prisão na Zona Oeste. São procurados Sérgio Luiz da Silva Júnior, conhecido como da russa; apontado como o chefe do tráfico no Morro do Barão. Lucas Perdomo Duarte Santos, 20 anos, com quem a adolescente disse que tinha um relacionamento; Raphael Assis Duarte Belo; 41 anos; Marcelo Miranda da Cruz Correa; 18 anos; e Michel Brasil da Silva; 20 anos, suspeitos de divulgar as imagens na internet; e Raí de Souza, 22 anos, que se apresentou à polícia e disse ter feito o vídeo, mas nega participação no estupro.

A chefe da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente, Cristiana Bento, assumiu as investigações. O delegado Alessandro Thiers, de Repressão a Crimes de Informática, foi afastado depois do pedido apresentado pela defesa da vítima. A adolescente contou ao Fantástico que se sentiu desrespeitada pelo delegado.

“Quando eu fui na delegacia, eu não me senti à vontade em nenhum momento. Eu acho que é por isso que muitas mulheres não fazem denúncia. Tentaram me incriminar. Como seu eu tivesse culpa. Tinha três homens dentro de uma sala. A sala era de vidro todo mundo que passava via. Ele botou na mesa as fotos e o vídeo e falou ah, me conta aí. Não me perguntou se eu estava bem, se tinha proteção. Ele perguntou se eu tinha o costume de fazer isso. Se eu gostava de fazer isso”.

Por telefone, o chefe da Polícia Civil, Fernando Veloso, comentou as acusações. “Acho que se o delegado cometeu algum tipo de desvio, isso vai ser apurado, não tenha dúvida nenhuma”.

A pedido da família, a advogada Eloísa Samy deixou a defesa da adolescente.

Os resultados da perícia feita no vídeo postado em uma rede social e do exame de corpo de delito da adolescente feito na última quarta-feira vão ser divulgados nesta segunda-feira (30) pela polícia. O exame na jovem só aconteceu quatro dias depois do estupro. A demora, de acordo com os peritos, impediu que fossem encontrados indícios da violência.

“Você vê um ato. Pelo menos duas vozes masculinas, uma  delas ele se mostra, e chega a tocar na vítima, e essa conduta dele já configura crime, não tenho dúvida nenhuma disso. Mas nós não estamos buscando só isso. Tem muito mais por trás disso”, fala Veloso.

A delegada Cristiana Bento pode ouvir a adolescente novamente. “Se tiver alguma dúvida a gente vai ter que requisitar a oitiva dela. E ver a melhor forma de ouvi-la”.

Neste domingo (29) muita gente foi às ruas para cobrar punição dos envolvidos no estupro coletivo. Em Brasília, mulheres carregaram flores e o protesto acabou em tumulto. Alguns manifestantes empurraram a grade de proteção do Supremo Tribunal Federal. Em Goiânia, esse grupo pediu o fim da violência contra a mulher.

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