Polícia
Quinta, 02 Novembro 2017 20:40

Educação transformadora: o desafio de detentos na preparação para provas do Encceja e Enem em Santarém

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A educação pode mudar o destino das pessoas e abrir novos caminhos ao longo da vida. Na busca para adquirir conhecimentos e vencer desafios, detentos que cumprem pena no Centro de Recuperação Agrícola Sílvio Hall de Moura, em Santarém, no oeste do Pará, estão se preparando para as provas do Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja) e do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para Pessoas Privadas de Liberdade (PPL). Na casa penal, há uma escola e biblioteca onde eles participam de aulões preparatórios com o conteúdo ministrado por professores contratados pela Secretaria de Educação do Estado (Seduc). Do 853 detentos, cerca de 130 participam do ensino regular, dividido nas modalidades de alfabetização, ensinos fundamental e médio e revisões. Para o coordenador de educação do presídio, Delson Mourão, as aulas dão para os internos a oportunidade de escreverem novas histórias após o cumprimento da pena, além do retorno à sociedade. “A gente percebe muito interesse por parte deles, até porque eles estão privados de liberdade e é um momento que eles se sentem à vontade aqui na sala de aula, adquirindo conhecimento. Lá fora isso fará diferença”, disse. Para participar das atividades escolares, é necessário que os presos apresentem, primeiramente, bom comportamento e demonstrem interesse em estudar. “Uma vez escolhidos os nomes, eles passam por uma triagem e a última pessoa que confirma a situação dele para estudar é o diretor da casa penal”, explica Delson. Com a aprovação, os internos passam a frequentar as salas de aulas e receber acompanhamento de profissionais de educação da casa penal. A cada 12 horas estudadas é retirado um dia na pena. De acordo com a coordenação de educação, este ano, 12 presos vão fazer as provas do Encceja para certificação do ensino fundamental e 19 para o ensino médio. As provas serão aplicadas nos dias 20 e 21 de novembro na própria penitenciária. Com as certificações, eles ficam aptos a prestar o maior vestibular do Brasil, o Enem. A inscrição é realizada pelo setor de educação, com aval da justiça. A maioria das pessoas acredita que a vida de um interno fica parada, enquanto ele cumpre a pena. Mas, na penitenciária de Santarém, 40 presos dos regimes semiaberto e fechado se inscreveram no Enem este ano e estão se preparando para as provas. O número está abaixo do registrado em 2016, porém a expectativa do setor de educação do presídio é que todos os candidatos façam o exame. Em 2016, a Superintendência do Sistema Penitenciário do Estado do Pará (Susipe) registrou 50 inscrições, mas só 29 participaram da avaliação. Desse total, quatro tiveram notas consideradas excelentes e um dos internos foi aprovado em engenharia civil em Santarém. O obidense Iúdson Maicon da Conceição, de 22 anos, cumpria pena por tráfico de drogas no regime fechado quando recebeu a notícia da aprovação em uma faculdade privada. Ele não pôde iniciar as aulas. Este ano, já no regime semiaberto, ele vai fazer novamente o Enem e tentar ser aprovado no curso de direito. “Em relação a quem está lá fora a gente leva uma desvantagem muito grande, então exige muito mais esforço e preparação. Vou em busca de uma média melhor”, contou.

 

 

Fonte:  G1

Última modificação em Quinta, 02 Novembro 2017 20:58

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