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Rádio Nocaute - Itens filtrados por data: Fevereiro 2017

Cerca de 110 pessoas morreram no sul da Somália nos últimos dois dias devido à fome e à diarreia resultantes de uma seca, disse o primeiro-ministro neste sábado (4), num momento em que a região se prepara para a escassez generalizada de alimentos. Em fevereiro, a agência da ONU para a infância (Unicef) disse que a seca na Somália pode levar a até 270 mil crianças sofrerem de desnutrição grave neste ano. "É uma situação difícil para os pastores e seu gado. Algumas pessoas foram atingidas pela fome e diarreia ao mesmo tempo. Nas últimas 48 horas, 110 pessoas morreram devido à fome e diarreia na região", disse o gabinete do primeiro-ministro, Hassan Ali Khaire, em um comunicado. "O governo da Somália fará o melhor que puder e exortamos todos os somalis onde quer que estejam a ajudar", disse ele no comunicado divulgado após uma reunião de um comitê de reação à fome. Em 2011, cerca de 260 mil pessoas morreram na Somália devido à fome.

 

 

Fonte: G1

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compositor e guitarrista britânico processou o U2, alegando que a banda roubou um dos seus trabalhos para uma música do disco “Achtung baby”, sucesso de 1991. Numa queixa apresentada na segunda-feira (27) à noite na corte distrital de Manhattan, nos Estados Unidos, Paul Rose pediu pelo menos US$ 5 milhões em danos do vocalista do U2, Bono, dos seus companheiros de banda, The Edge, Adam Clayton e Larry Mullen Jr., e também da gravadora Island Records. Rose, que disse ter uma dezena de discos próprios, declarou que o grupo irlandês retirou elementos que dão “assinatura” a uma música sua, registrada como “Nae slappin”, para criar a canção de sucesso da banda “The fly”. O compositor afirmou ainda que deu uma gravação de "Nae slappin" para a Island em 1989 e que “The fly” incorporou o seu solo de guitarra e outros elementos, como distorção e uma percussão em “estilo industrial”. Segundo ele, ouvintes comuns “achariam as músicas substancialmente similares”. Representantes do U2 não responderam pedidos de comentários nesta terça (28). A Universal, empresa-mãe da Island, também não retornou as solicitações.

 

 

Fonte: G1

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Treze municípios do Pará decretaram ou estão prestes a decretar situação de emergência por causa das fortes chuvas que atingem a região no período, o maior volume nos últimos dez anos de acordo com o Governo do Estado. Todo o contingente da Defesa Civil do Estado está mobilizado para atender os municípios mais afetados, situados em sete das 12 regiões de integração do Pará. Segundo o governo, os municípios mais afetados são Trairão, Tucuruí, Eldorado dos Carajás, Itaituba, Santarém, Bragança, Rio Maria, Bannach, Rurópolis, Novo Progresso, Uruará, Santana do Araguaia e Conceição do Araguaia. Há registros de intensas e consequentes enxurradas, vendavais, inundações, erosões e surtos epidêmicos nos municípios, eventos relacionados com o ápice do inverno amazônico, que começou em dezembro e vai até abril. O Governo do Pará informou que quase 30 agentes estaduais da Defesa Civil se deslocaram para atuar nas áreas de risco e aponta a situação de Trairão, no sudoeste do estado, como um dos casos de maior impacto, com mais de 12 mil afetados, devido ao bloqueio na rodovia BR-163 que resultou no isolamento de cinco localidades do município. Em Tucuruí, no sudeste do Pará, a Defesa Civil montou abrigos na sede do Campestre, na Escola Manoel Carlos e na Escola Gumercindo Gomes, alojando cerca de 75 pessoas, entre adultos e crianças, após a enxurrada de sábado (25). A Defesa Civil e o Corpo de Bombeiros também providenciaram alojamento no município de Eldorado dos Carajás, no sudeste do estado, para os prejudicados pela enchente do Rio Vermelho, que provocou enxurradas e inundações nos bairros de Abaeté e União, desalojando 260 famílias e destruindo ou danificando mais de 100 casas. Segundo o Coronel Francisco Cantuária, coordenador-adjunto da Defesa Civil do Pará, o órgão ainda monitora a subida de nível dos principais rios, com especial atenção para Amazonas, Tapajós, Tocantins, Araguaia e Xingu. "As cheias típicas deste período costumam provocar grandes transtornos para a população ribeirinha", ressalta o Coronel.

 

 

Fonte: G1

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Uma "revelação divina" fez com que uma nicaraguense de 25 anos fosse amarrada e queimada viva numa fogueira para ser "curada" em uma suposta tentativa de exorcismo. Vilma Trujillo, que sofreu queimaduras em 80% de seu corpo, não resistiu e morreu na terça-feira (28), depois de uma semana de agonia. A morte da jovem comoveu a Nicarágua. De acordo com a Polícia Nacional do país, a mulher foi levada para "uma oração de cura", no dia 15 de fevereiro, a um templo da igreja evangélica Visão Celestial das Assembleias de Deus, em El Cortezal, no noroeste do país. Vilma Trujillo teve os pés e mãos amarrados e ficou sob a supervisão do pastor da igreja, identificado por autoridades locais como Juan Gregorio Rocha - homem que a Assembleia de Deus nega reconhecer como pastor. Seis dias depois, em 21 de fevereiro, depois da meia-noite, Trujillo foi queimada na fogueira. Segundo a Polícia Nacional, a diaconisa da igreja, Esneyda del Socorro Orozco, havia ordenado que "por revelação divina, deveria ser feita uma fogueira no pátio do templo para curar a vítima por meio do fogo". Vilma Trujillo teria, então, sido lançada ao fogo com pés e mãos amarrados. A jovem sofreu queimaduras de primeiro e segundo graus em 80% do corpo e, apesar de ter sido levada a um hospital em Manágua, a capital, acabou falecendo. 'Foi bruxaria' O marido da vítima, Reynaldo Peralta, afirmou que Vilma Trujillo, mãe de duas crianças, foi levada à força pelos integrantes da igreja. Eles a acusavam de ter tentado atacar pessoas com um facão. Para Peralta, a mulher não estava "possuída pelo demônio", mas havia sido vítima de um ato de "bruxaria". "Ela tomava um remédio dado por um homem que, pelo que fiquei sabendo agora da família dela, a havia estuprado. Desde que começou a tomar o remédio, mudou um pouco comigo", disse o marido ao jornal "La Prensa". Em sua defesa, Gregorio Rocha afirmou ao mesmo jornal que Trujillo caiu no fogo quando "o espírito do demônio saiu do corpo dela". Ele negou que alguém a tenha jogado na fogueira. Cinco detidos Até o momento, cinco pessoas já foram detidas por suspeita de terem participado do crime, entre eles o pastor Gregório Rocha e a diaconisa Esneyda Orozco. A morte de Vilma Trujillo causou comoção na Nicarágua, onde a proporção de católicos vem caindo há 20 anos - hoje são menos de 50% da população, enquanto que os evangélicos chegam a quase 40%. O porta-voz da Comissão de Direitos Humanos da Nicarágua, Pablo Cuevas, pediu ao governo um controle mais firme dos grupos religiosos no país. "É impressionante que, neste momento, isso aconteça. As autoridades precisam avaliar diferentes denominações e religiões. Não podemos deixar acontecer coisas como essas", afirmou Cuevas. A vice-presidente da Nicarágua, Rosario Murillo, lamentou a morte a morte da jovem e disse que o episódio é "condenável". "Com certeza reflete uma situação de atraso. É realmente lamentável, uma irmã sendo martirizada pelos membros de sua comunidade. É algo que não pode, não deve se repetir", disse Murillo à mídia local.

 

 

Fonte: G1

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Os médicos alemães podem prescrever desde esta quarta-feira (1º) tratamentos à base de maconha a seus pacientes com doenças graves e sem alternativa terapêutica, que receberão nas farmácias o produto com receita e com financiamento público. O Bundesrat (câmara de representação territorial) aprovou em 10 de fevereiro, de forma definitiva, a norma com a qual pretende facilitar a distribuição medicinal de maconha e superar o procedimento em vigor até agora, quando os doentes necessitavam de uma autorização específica do Instituto Federal de Remédios e Produtos Sanitários (BfArM) para comprar maconha na farmácia. O Executivo explicou que para que um médico possa receitar maconha a um de seus pacientes, deve ter esgotado antes todas as alternativas terapêuticas, embora também poderá prescrevê-la quando considere que ajudará no tratamento de determinados sintomas ou na evolução da doença. Foram citados como exemplos os pacientes com dores crônicas, pacientes com esclerose ou determinadas doenças psiquiátricas. Uma Agência Estatal de Cannabis se ocupará da importação da maconha medicinal e, caso necessário, concederá autorizações para plantações controladas no país, cujo produção comprará para revendê-la a empresas farmacêuticas, atacadistas e farmácias autorizadas. Em abril do ano passado, segundo números publicados, um total de 647 doentes tinham conseguido autorização especial do BfArM para consumir cannabis medicinal, mas os custos não eram assumidos pelas autoridades, que a partir de agora farão cargo do financiamento dos tratamentos. Segundo o projeto que o governo apresentou ao parlamento, o custo médio dos tratamentos que estavam autorizados com flores de cannabis era de 540 euros mensais, embora em casos especialmente graves chegava a 1,8 mil euros. A Alemanha importou em 2014 um total de 48 quilos de cannabis para esse fim e o número aumentou até 94 quilos em 2015, a maioria desde a Holanda.

 

Fonte:  G1

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Dois pedidos de liberdade para o tenente-coronel Carlos Alberto Foresti, feitos ao Tribunal de Justiça do Espírito Santo, foram negados na segunda-feira (27) pelo desembargador Willian Silva. Foresti foi preso no sábado (25). Ele é um dos quatro PMs que tiveram a prisão decretada pela Justiça por suspeita de iniciar o movimento nos quartéis do Espírito Santo. A advogada Karina Nunes, que representa o Coronel Foresti, disse que a defesa não teve acesso ao inquérito policial militar e que o detido não tem conhecimento do que está sendo acusado. A advogada explicou que a defesa está desde sábado em busca de ter acesso ao inquérito. Segundo ela, as prisões caracterizam um grave cerceamento da defesa, o que ela considera inconstitucional. O ex-deputado federal e militar da reserva, Lucinio Castelo de Assumção, mais conhecido como Capitão Assumção; e o sargento Aurélio Robson Fonseca da Silva, mais conhecido como Sargento Robson também foram presos. Já o soldado Maxsom Luiz da Conceição está foragido. O primeiro pedido de habeas corpus do tenente-coronel Foresti, apresentado pela advogada Patrícia Maria Rocha Teixeira Dias, foi na madrugada do dia 27. Ela argumentou que o militar estava com a saúde debilitada e que não teve acesso ao processo e aos motivos de sua acusação. O desembargador Willian negou o pedido com o argumento de que não foi “capaz de vislumbrar a verossimilhança das alegações trazidas” pela advogada. Disse ainda que a prisão encontra-se justificada não apenas “na garantia da ordem pública como também na exigência da manutenção das normas ou princípios de hierarquia e disciplina militares”, disse em sua decisão, concedida às 2h15. A advogada apresentou um novo pedido de libertação para o militar, no mesmo dia, que voltou a ser avaliado pelo mesmo desembargador. E outra vez foi negada a sua soltura. O desembargador ainda ressaltou que o “plantão judiciário não se destina à reiteração de pedido já apreciado no órgão judicial de origem em plantão anterior, nem a sua reconsideração ou reexame, motivo pelo qual é vedada uma nova análise acerca da liberdade pretendida”, disse em sua segunda decisão. Acrescentou ainda que os argumentos apresentados pela defesa do militar não eram suficientes para remover a sua prisão. “Além disso, também já ponderei acerca da situação de saúde do paciente, que, a meu sentir, não se demonstrou ser incompatível com a custódia (prisão)”, finalizou sua segunda decisão, concedida às 22h45, do dia 27. Entenda as denúncias contra os 4 PMs Confira a participação dos militares na articulação do movimento em frente aos quarteis da PM, segundo investigação da corregedoria da PM: Capitão Assumção Para a Corregedoria da Polícia Militar, não há dúvidas sobre a participação do policial da reserva (aposentado) e ex-deputado federal, no movimento. Segundo a investigação, ele estava na “articulação, coordenação, manipulação, promoção, incentivo e divulgação das atividades do movimento. Postou vídeos, subiu em carros de som fazendo discursos de incentivo ao movimento, teria intimidado militares do Exército e feito ameaças, caso fosse feito alguma coisa contra os militares que estavam paralisados. Em discurso durante uma das passeatas, em um carro de som, disse: “Se alguém encostar a mão em vocês, é chumbo grosso”. Ele também percorreu batalhões no Norte do Espírito Santo. “Onde diz que foi bem recebido, numa demonstração de articular o movimento em outras unidades. No mesmo vídeo faz um apelo final: Sustenta!”, diz o texto da investigação sobre um vídeo feito pelo capitão. Soldado Maxson O soldado Maxson Luiz da Conceição é presidente da Associação Geral de Militares (Agem). A instituição teria oferecido advogados para o Movimento das Mulheres. Eles foram inclusive fotografados em reuniões de negociações das líderes com o governo. E a esposa dele, Suzana Baptista da Silva da Conceição, participaria do movimento das mulheres. Sargento Robson Aurélio Robson Fonseca da Silva, vice-presidente da Agem, convocou pelas redes sociais policiais militares a irem para as unidades da PM garantirem a segurança das mulheres. Também chama os policiais para voltarem para a frente dos batalhões que estavam bloqueados. Tenente-coronel Foresti O militar Carlos Alberto Foresti ordenou que os policiais do Ciodes desligassem seus radiocomunicadores, o que impediria que ocorrências fossem atendidas. Em seguida, pediu a um sargento para gravar um áudio e enviar para o soldado Maxson, da Agem, relatando o ocorrido. Mais tarde, segundo a investigação, postou outro vídeo nas redes sociais. “Incitando outros militares e a população capixaba a aderirem aos propósitos dos grevistas, veiculando promoção de crítica à estrutura de trabalho dos policiais em atividade no estado, quando também discorreu sobre os baixos salários da corporação, a falta de coletes balísticos, as condições ou a ausência de viaturas, entre outras circunstâncias.” Ex-soldado Matias Walter Matias Lopes, que não está mais na PM desde abril de 2016, é presidente da Aspobom. Fez discursos nas manifestações, ajudou a articular o movimento, conclamou os policiais a se aquartelarem. Seu nome aparece ainda em investigação da Polícia Federal. 100% dos PMs nas ruas O comandante-geral da Polícia Militar do Espírito Santo, coronel Nylton Rodrigues, anunciou que todo o efetivo foi para as ruas do estado no sábado. Pela manhã, após 21 dias de protesto, mulheres de PMs e governo chegaram a um consenso e batalhões foram desocupados. Consenso A pedido do movimento, o governo do estado assumiu o compromisso de não abrir novos Processos Administrativos Disciplinares (PADs) contra os policiais. Para beneficiar o andamento da negociação, o MPT-ES e a Defensoria Pública da União recomendaram a suspensão, durante 15 dias prorrogáveis, dos PADs já instaurados, o que foi aceito pelo governo e pelas mulheres. Outro pedido feito pelas mulheres que foi aceito pelo governo foi a desistência das ações judiciais contra familiares e associações. O governo também concordou que promover o retorno de policiais transferidos aos postos originais em até 45 dias a partir da data da transferência. Em relação à organização das unidades da Polícia Militar, o governo se comprometeu a não transferir PMs da Grande Vitória para o interior. Crise na segurança O Espírito Santo teve o policiamento muito prejudicado durante sete dias, quando aconteceram diversos crimes. O governo chegou a declarar que não negociaria mais com os manifestantes até que todos os batalhões fossem desocupados. Até a noite desta sexta-feira, foram registrados 199 homicídios no estado, segundo o Sindicato dos Policiais Civis. A Secretaria de Segurança Pública informou que, até as 22h30, o efetivo de policiais estava completo em 61 municípios e parcial em 17.

 

 

Fonte: G1

Publicado em Polícia
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