Internacionais

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O sargento do Exército brasileiro Vicente Medeiros, de 46 anos, morreu no Haiti nesta semana na base temporária brasileira na cidade de Les Cayes, no sul haitiano, fortemente destruída após a passagem do furacão Matthew. O furacão deixou ao menos 473 mortos e 75 desaparecidos, conforme balanço provisório oficial. Medeiros atuava na tropa de engenharia e foi encontrado desacordado dentro da base do Brasil por volta das 13h30 de segunda-feira (17). A unidade foi construída em contêiners para ajudar as pessoas desabrigadas e abrir estradas que haviam sido bloqueadas após a passagem do furacão. Segundo o coronel Sebastião Roberto de Oliveira, comandante do Batalhão Brasileiro no Haiti, ele foi, provavelmente, vítima de uma parada cardiorrespiratória. O sargento é considerado o 21º militar brasileiro a morrer integrando a missão de paz da ONU no Haiti, chamada de Minustah. O Brasil lidera militarmente a operação desde que ela foi criada, em 2004, em meio a um caos político e institucional que levou à queda do então presidente Jean Betrand Aristides e a um princípio de guerra civil. O 2º sargento Vicente recebeu os primeiros socorros de colegas em Les Cayes e foi levado de helicóptero para um hospital militar em Porto Príncipe, a capital haitiana, mas não resistiu. O corpo passou por autópsia na República Dominicana, de onde será transladado para o Rio de Janeiro, onde reside a família. Antes de seguir ao Haiti, onde integrava o 24º Contingente Brasileiro, o sargento servia no Hospital Central do Exército, em Benfica, no Rio. O Exército informou que ele passou por todos os treinamentos, testes e exames previstos para integrar a Minustah. Durante seu período no Haiti, "o referido militar sempre desempenhou suas atividades sem queixas, nem nada o desabonasse". "A Companhia Brasileira de Engenharia de Força de Paz (BraEngCoy) manifesta as condolências à família do sargento Vicente, que cumprindo a missão que a sociedade e o Exército lhe confiaram, deu a própria vida, trabalhando para garantir o desenvolvimento e o bem-estar do povo haitiano", informou o Exército em nota. Foram instaurados procedimentos para investigar o ocorrido, dentro das normas da Organização das Nações Unidas (ONU) e do Brasil, para esclarecer o que ocorreu. O Itamaraty informa que a embaixada em Porto Príncipe está trabalhando para facilitar as providências de traslado do corpo. Mais 20 mortes do Brasil Em 2006, o general brasileiro Urano da Matra Bacellar, então comandante da missão de paz, foi encontrado morto com um tiro, em meio à pressão internacional para que houvesse a realização de eleições presidenciais e a pacificação de regiões violentas da capital, como Cité Soleil. Em 2015, outro general brasileiro e também no cargo de comandante da missão, José Luiz Jaborandy Júnior, morreu devido a um infarto durante viagem do Haiti para Manaus (AM), onde iria conhecer a neta, nascida há poucos meses. Durante o terremoto, em janeiro de 2010, 16 militares brasileiros morreram no Haiti. Dez deles em um posto das tropas brasileiras localizada na principal rodovia da capital haitiana, chamado de "Casa Azul", e que ficava próximo a uma das áreas mais violentas do país, Cité Soleil. O tremor deixou mais de 200 mil vítimas fatais, divulgaram as organizações internacionais na época. Houve ao menos outras duas mortes de militares brasileiros em acidentes. Um soldado morreu em 2007 - ele teria se descuidado e tomado uma descarga elétrica em um ponto-forte (uma base avançada) do Exército do Brasil em Cité Soleil. Outro, em 2011: um soldado de 22 anos caiu de uma altura de cerca de 1,5 metros, após se desiquilibrar ao fazer a segurança na parte de trás de um jipe.

 

 

Fonte: G1

Após uma noite de negociações, quase 200 países assinaram neste sábado (15), em Kigali, capital de Ruanda, um acordo que visa à eliminação progressiva dos hidrofluorocarbonos (HFC), um dos gases do efeito estufa considerados muito nocivos para o clima. "No ano passado, em Paris [durante a COP21], prometemos proteger o mundo dos piores efeitos da mudança climática. Hoje honramos esta promessa", afirmou o diretor do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), Erik Solheim, citado em um comunicado, segundo a France Presse. Juridicamente vinculante, o acordo de Kigali supõe um passo importante na luta contra o aquecimento climático e permite dar um sinal positivo a menos de um mês da próxima grande conferência anual sobre o clima, a COP 22, em Marrakesh (Marrocos). Alcançado depois de uma noite inteira de negociações, o acordo, que introduz uma emenda ao Protocolo de Montreal sobre a proteção da camada de ozônio, foi amplamente celebrado, apesar de alguns lamentarem que países como a Índia ou os do Golfo tenham decidido iniciar sua transição mais tarde que outros. "Não era totalmente o que desejávamos, mas continua sendo um bom acordo", declarou o representante das Ilhas Marshall, Mattlan Zackhras. "Todos sabemos que temos que fazer mais e faremos mais". A eliminação dos HFC, usados em geladeiras, frigoríficos e aparelhos de ar condicionado, é um tema espinhoso para a Índia, e foram requisitadas várias reuniões bilaterais na sexta, inclusive com a participação do secretário de Estado americano, John Kerry, para desbloquear as conversações. O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, celebrou o novo acordo "ambicioso", segundo a agência Efe. “Durante muitos anos, os EUA trabalharam sem descanso para encontrar uma solução global que permitisse eliminar gradualmente a produção e o consumo de hidrofluorocarbonetos. Hoje, em Kigali, quase 200 países adotaram uma solução ambiciosa e de grande alcance para esta crise iminente”, afirmou Obama. O calendário adotado este sábado prevê que um primeiro grupo de países, os chamados desenvolvidos, reduza sua produção e consumo de HFC em 10% antes do final de 2019 em relação aos níveis de 2011-2013, e 85% antes de 2036. Um segundo grupo de países em vias de desenvolvimento, entre eles a China - o maior produtor mundial de HFC - e os africanos, se comprometeu a iniciar sua transição em 2024. Deverão alcançar uma redução de 10% em relação aos níveis de 2020-2022 para 2029 e de 80% para 2045. Um terceiro grupo de países em desenvolvimento, incluindo Índia, Paquistão, Irã, Iraque e os países do Golfo, não começará, por sua parte, até 2028, para chegar a uma redução de 10% em relação ao período 2024-2026 em 2032 e de 85% em 2047. "É uma vergonha que a Índia e alguns países tenham escolhido um programa mais lento", criticou a ONG Christian Aid, admitindo, no entanto, que a comunidade internacional em seu conjunto "superou seu primeiro teste sério" em termos de política climático desde a COP21.Com o Pacto de Paris, a comunidade internacional se comprometeu em atuar para conter o aumento da temperatura médiua a menos de dois graus centígrados em relação à era pré-industrial e vai continuar com os esforços para limitá-la a 1,5ºC. A eliminação dos HFC, também utilizados em alguns aerosóis ou na fabricação de espuma isolante, poderá reduzir em 0,5 ºC o aquecimento mundial até 2100, segundo um estudo publicado em 2015. Até 2030, permitirá evitar a cada ano até 1,7 gigatoneladas de equivalente de CO2, ou seja, as emissões do Japão. Os HFC são gases de efeito estufa sumamente nocivos, proporcionalmente muito piores que o dióxido de carbono, e as emissões aumentam a um ritmo de 10-15% por ano. São utilizados desde os anos 1990 em substituição ao CFC (clorofluorocarbonos), principais responsáveis pela destruição da camada de ozônio. Mas apesar de serem bons para o ozônio, são desastrosos para o clima. Segundo Paula Tejón Carbajal, do Greenpeace, o acordo de Kigali só terá êxito se a comunidade internacional optar por soluções de mudança que preservem o meio ambiente. Os participantes confirmaram, além disso, seus compromissos para financiar a transição. No final de setembro, 16 países e 19 organismos e doadores privados reunidos em Nova York prometeram uma ajuda de 80 milhões de dólares para os países em desenvolvimento. O custo da transição, avaliado em milhares de milhões de dólares em escala mundial, voltará a ser discutido no final de 2017, dentro do Protocolo de Montreal.

 

Fonte: G1

Uma menina de três anos foi encontrada com vida após os desabamentos de quatro edifícios na região leste da China, graças à proteção que o pai proporcionou com seu corpo antes de morrer, informa a imprensa. A criança, que teve ferimentos leves, passou mais de 12 horas sob os escombros depois que os imóveis de cinco andares desabaram na madrugada de segunda-feira (10) em Wenzhou, na província de Zhejiang, de acordo com o canal estatal CCTV. Ao todo, 22 pessoas morreram na tragédia. O pai da menina, de 26 anos, sacrificou a vida para impedir que a filha fosse esmagada por uma pilastra. "A menina Wu Ningxi sobreviveu apenas porque seu pai posicionou o corpo para deixar um espaço de sobrevivência", afirmou um socorrista ao jornal China Daily. O corpo da mãe foi encontrado perto de onde estava a menina. Seis pessoas foram resgatadas com vida após os desabamentos. O governo iniciou uma investigação para determinar as causas da tragédia.

 

 

Fonte: G1

O ex-presidente cubano Fidel Castro considerou neste domingo (9) que o candidato republicano à Casa Branca, Donald Trump, ficou "desqualificado" durante o primeiro debate com sua rival democrata Hillary Clinton, há duas semanas. "Não esqueçamos que neste domingo haverá debate de candidatos" nos Estados Unidos, disse Fidel Castro em um artigo publicado na imprensa cubana. "Na primeira ocasião, há duas semanas, houve um (debate) que causou comoção. O senhor Trump que se achava um capacitado especialista foi desqualificado", afirmou o ex-presidente da ilha. A postura de Fidel Castro parece ser um sinal das inclinações de Havana. Hillary Clinton é abertamente partidária de continuar com a política de aproximação com Cuba, enquanto Trump parece optar por uma política mais fechada em relação ao governo de Havana. Sempre ouvido na ilha, Fidel Castro, de 90 anos, nunca questionou a inflexão da diplomacia de seu irmão, embora sempre deixe claro sua desconfiança em relação a Washington e ao presidente Obama, artífice do degelo entre ambos os países.

 

 

Fonte: G1

Os últimos bombardeios sobre a zona leste de Aleppo, no norte da Síria, deixaram 338 mortos, sendo 106 crianças, e 846 feridos (251 crianças), em meio ao colapso do sistema de saúde da cidade, informou nesta sexta-feira (30) a Organização Mundial da Saúde (OMS). "Até pouco tempo atrás havia oito hospitais que funcionavam em Aleppo, nenhum deles em sua capacidade total". "No entanto, nos últimos dias, os dois maiores hospitais foram atacados deliberadamente, o que reduziu fortemente a capacidade do sistema de saúde", declarou o diretor de Emergências da OMS, o médico australiano Rick Brennam. O representante da OMS também confirmou que agora restam "menos de 30 médicos" na parte oriental de Aleppo, que seguem prestando atendimento às vítimas, "apesar do tremendo esgotamento físico e emocional que estão sofrendo". "O trabalho que esses profissionais estão fazendo vai além do heroísmo", opinou Brennam. A OMS, que conhece em detalhe a situação na zona leste de Aleppo através do pessoal médico que continua trabalhando e de ONG locais, afirmou que desde que os bombardeios se intensificaram nas últimas duas semanas, 338 pessoas morreram, incluindo 106 menores de idade. "Temos quatro reivindicações: que interrompam os assassinatos, que parem os ataques contra centros de saúde e que se permita a remoção de doentes e feridos e a entrada de ajuda", resumiu Brennam. O representante da OMS sustentou que os médicos e os profissionais de saúde estão prestando atendimento aos feridos sem o material mínimo necessário. "Venho trabalhando há 23 anos em assistência humanitária e estive em zonas de conflito em quatro continentes, mas raramente vi condições tão graves como a do leste de Aleppo. Isto vai além do imaginável", comentou o especialista. Brennam disse que há pouco tempo estimava-se que havia 135 leitos disponíveis nos oito centros de saúde do leste de Aleppo, mas os ataques contra os dois últimos hospitais reduziram drasticamente essa capacidade. O representante da OMS descreveu uma situação na qual civis e crianças precisam receber atendimento no chão, no meio dos corredores dos poucos hospitais que seguem funcionando. "Quatro crianças morreram nos últimos dias porque a unidade de terapia intensiva (UTI) estava cheia", lamentou Brennam. A OMS tem equipamentos e provisões médicas posicionadas há semanas nos arredores de Aleppo, que são suficientes para atender 140 mil pessoas. No entanto, por causa dos combates, esse material não pode ser levado até o leste da cidade. Além disso, Brennam pediu que seja permitido remover os doentes e feridos mais graves, que poderiam ser conduzidos a hospitais do norte da Síria, na região próxima da fronteira com a Turquia, que foram preparados para recebê-los. A OMS mantém contatos com as autoridades sírias e russas - que oferecem apoio militar ao regime de Bashar al Assad - para que estes permitam que a organização cumpra com sua missão e que os ataques contra hospitais sejam interrompidos, dos quais foram reportados mais de uma centena em toda a Síria.

 

Fonte: G1

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