Polícia

Sábado, 15 Outubro 2016 16:48

Suspeito de terrorismo é espancado em cadeia e tem morte cerebral

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Suspeito de ligação com o Estado Islâmico e investigado na “Operação Hashtag”, da Polícia Federal, Valdir Pereira da Rocha, de 36 anos, teve morte cerebral na sexta-feira (14) após ser espancado por detentos dentro da Cadeia Pública de Várzea Grande, região metropolitana de Cuiabá. (Correção: Ao ser publicada, esta reportagem errou ao informar que Valdir Pereira havia morrido. A informação havia sido dada pela Secretaria de Justiça e Direitos Humanos. Posteriormente, a própria secretaria informou que a vítima teve morte cerebral. O erro foi corrigido às 15h.) Segundo informações da Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos (Sejudh), o detento chegou a ser socorrido e encaminhado para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Pronto-Socorro de Várzea Grande, mas teve a morte cerebral decretada cerca de seis horas após a agressão. Agora, segundo a pasta, cabe à família decidir se os aparelhos devem ser desligados. A “Operação Hashtag” foi deflagrada pela Polícia Federal em julho deste ano visando deter um grupo suspeito de planejar um ataque terrorista durante a Olimpíada do Rio de Janeiro. Valdir Pereira da Rocha foi um dos dois presos em Mato Grosso. Ele se entregou à polícia no dia 22 de julho e foi encaminhado para o presídio federal de Campo Grande, assim como os outros presos na operação. De acordo com a Sejudh, Valdir foi transferido para a Cadeia Pública de Várzea Grande na quinta-feira (13), por determinação da Justiça Federal, que teria ordenado que o preso usasse tornozeleira e fosse mantido em regime fechado. Por volta das 12h [horário de Mato Grosso] de sexta-feira (14), o detento teria sido cercado e espancado por outros presos dentro da própria cela. Conforme a secretaria, a agressão foi contida pelos próprios agentes penitenciários. A Sejudh investiga se Valdir foi agredido por colegas de cela ou se a entrada de outros detentos foi facilitada. De acordo com a pasta, a Cadeia Pública de Várzea Grande tem aproximadamente 300 detentos. A chamada “Operação Hashtag" pela Polícia Federal, resultou na prisão de pelo menos 12 pessoas em oito estados, segundo o Ministério da Justiça. Foram as primeiras prisões no Brasil com base na recente lei antiterrorismo, sancionada em março pela ex-presidente Dilma Rousseff (PT). Também foram as primeiras detenções por suspeita de ligação com o grupo terrorista Estado Islâmico, que atua no Oriente Médio, mas tem cometido atentados em várias partes do mundo. Em setembro deste ano, o Ministério Público Federal (MPF) ofereceu denúncia contra oito dos investigados na operação por crimes como promoção de organização terrorista, associação criminosa, corrupção de menores e recrutamento para organização terrorista. A denúncia foi aceita pela Justiça Federal e esta é a primeira ação penal por terrorismo no Brasil.

 

 

Fonte: G1

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