Internacionais

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Uma menina de três anos foi encontrada com vida após os desabamentos de quatro edifícios na região leste da China, graças à proteção que o pai proporcionou com seu corpo antes de morrer, informa a imprensa. A criança, que teve ferimentos leves, passou mais de 12 horas sob os escombros depois que os imóveis de cinco andares desabaram na madrugada de segunda-feira (10) em Wenzhou, na província de Zhejiang, de acordo com o canal estatal CCTV. Ao todo, 22 pessoas morreram na tragédia. O pai da menina, de 26 anos, sacrificou a vida para impedir que a filha fosse esmagada por uma pilastra. "A menina Wu Ningxi sobreviveu apenas porque seu pai posicionou o corpo para deixar um espaço de sobrevivência", afirmou um socorrista ao jornal China Daily. O corpo da mãe foi encontrado perto de onde estava a menina. Seis pessoas foram resgatadas com vida após os desabamentos. O governo iniciou uma investigação para determinar as causas da tragédia.

 

 

Fonte: G1

O ex-presidente cubano Fidel Castro considerou neste domingo (9) que o candidato republicano à Casa Branca, Donald Trump, ficou "desqualificado" durante o primeiro debate com sua rival democrata Hillary Clinton, há duas semanas. "Não esqueçamos que neste domingo haverá debate de candidatos" nos Estados Unidos, disse Fidel Castro em um artigo publicado na imprensa cubana. "Na primeira ocasião, há duas semanas, houve um (debate) que causou comoção. O senhor Trump que se achava um capacitado especialista foi desqualificado", afirmou o ex-presidente da ilha. A postura de Fidel Castro parece ser um sinal das inclinações de Havana. Hillary Clinton é abertamente partidária de continuar com a política de aproximação com Cuba, enquanto Trump parece optar por uma política mais fechada em relação ao governo de Havana. Sempre ouvido na ilha, Fidel Castro, de 90 anos, nunca questionou a inflexão da diplomacia de seu irmão, embora sempre deixe claro sua desconfiança em relação a Washington e ao presidente Obama, artífice do degelo entre ambos os países.

 

 

Fonte: G1

Os últimos bombardeios sobre a zona leste de Aleppo, no norte da Síria, deixaram 338 mortos, sendo 106 crianças, e 846 feridos (251 crianças), em meio ao colapso do sistema de saúde da cidade, informou nesta sexta-feira (30) a Organização Mundial da Saúde (OMS). "Até pouco tempo atrás havia oito hospitais que funcionavam em Aleppo, nenhum deles em sua capacidade total". "No entanto, nos últimos dias, os dois maiores hospitais foram atacados deliberadamente, o que reduziu fortemente a capacidade do sistema de saúde", declarou o diretor de Emergências da OMS, o médico australiano Rick Brennam. O representante da OMS também confirmou que agora restam "menos de 30 médicos" na parte oriental de Aleppo, que seguem prestando atendimento às vítimas, "apesar do tremendo esgotamento físico e emocional que estão sofrendo". "O trabalho que esses profissionais estão fazendo vai além do heroísmo", opinou Brennam. A OMS, que conhece em detalhe a situação na zona leste de Aleppo através do pessoal médico que continua trabalhando e de ONG locais, afirmou que desde que os bombardeios se intensificaram nas últimas duas semanas, 338 pessoas morreram, incluindo 106 menores de idade. "Temos quatro reivindicações: que interrompam os assassinatos, que parem os ataques contra centros de saúde e que se permita a remoção de doentes e feridos e a entrada de ajuda", resumiu Brennam. O representante da OMS sustentou que os médicos e os profissionais de saúde estão prestando atendimento aos feridos sem o material mínimo necessário. "Venho trabalhando há 23 anos em assistência humanitária e estive em zonas de conflito em quatro continentes, mas raramente vi condições tão graves como a do leste de Aleppo. Isto vai além do imaginável", comentou o especialista. Brennam disse que há pouco tempo estimava-se que havia 135 leitos disponíveis nos oito centros de saúde do leste de Aleppo, mas os ataques contra os dois últimos hospitais reduziram drasticamente essa capacidade. O representante da OMS descreveu uma situação na qual civis e crianças precisam receber atendimento no chão, no meio dos corredores dos poucos hospitais que seguem funcionando. "Quatro crianças morreram nos últimos dias porque a unidade de terapia intensiva (UTI) estava cheia", lamentou Brennam. A OMS tem equipamentos e provisões médicas posicionadas há semanas nos arredores de Aleppo, que são suficientes para atender 140 mil pessoas. No entanto, por causa dos combates, esse material não pode ser levado até o leste da cidade. Além disso, Brennam pediu que seja permitido remover os doentes e feridos mais graves, que poderiam ser conduzidos a hospitais do norte da Síria, na região próxima da fronteira com a Turquia, que foram preparados para recebê-los. A OMS mantém contatos com as autoridades sírias e russas - que oferecem apoio militar ao regime de Bashar al Assad - para que estes permitam que a organização cumpra com sua missão e que os ataques contra hospitais sejam interrompidos, dos quais foram reportados mais de uma centena em toda a Síria.

 

Fonte: G1

A província argentina de Chubut, na Patagônia, autorizou o uso do óleo de cannabis, a planta da maconha, para o tratamento da Síndrome de Dravet, uma forma de epilepsia grave na infância, segundo o governo do distrito informou nesta sexta-feira (23). Trata-se da primeira província do país a adotar o uso medicinal da maconha. O projeto foi votado pelo Parlamento regional em 12 de agosto e ratificado nesta sexta pelo governo chubutense - opositor em nível federal. "Incorpora-se ao vade-mécum de Saúde Pública da província, como tratamento alternativo, o Charlotte Web, ou óleo de cannabis, para o tratamento da síndrome de Dravet e de outras patologias que o Ministério da Saúde da província achar conveniente", indica a norma que entrou em vigor hoje. Chubut é uma província de cerca de 600.000 habitantes, com uma economia baseada no petróleo, na pesca, no turismo e na exploração agropecuária. O chamado óleo de maconha será fornecido nos hospitais públicos e será incorporado ao seguro de saúde de funcionários da administração pública. A origem da lei foi uma mobilização de parlamentares da cidade de Comodoro Rivadavia, comovidos com o caso de uma criança chamada Micaela que tinha "fortes crises convulsivas, deterioração cognitiva, perdas de marcos do desenvolvimento, dor intensa, problemas motores e sofrimento", segundo um comunicado. A Medicina tradicional não conseguiu resolver satisfatoriamente o quadro clínico de Micaela, agora com 12 anos, e se começou a considerar experimentar nela o uso de Charlotte Web. Os parlamentares se inspiraram em um caso bem-sucedido de tratamento de uma menina na cidade americana de Colorado Springs. Alguns países já autorizam a utilização medicinal da maconha, embora ainda haja controvérsias do ponto de vista científico.

 

 

Fonte: G1

Mais de 1,3 milhão de crianças da África podem ficar sem alimentos que recebem em escolas apoiadas pela Organização das Nações Unidas (ONU) e que, em muitos casos, representam a única refeição do dia, a menos que o Programa Mundial de Alimentos (PAM) receba novos recursos nas próximas semanas. Em comunicado, o PMA alertou que, se os doadores não fornecerem novos fundos durante o próximo mês, mais de 500 mil meninos e meninas em Camarões, Mali, Mauritânia e Níger vão ficar sem comida na escola. Além disso, se até o fim de 2016 não forem recebidas novas verbas, outras 700 mil crianças em outros 11 países da África central e ocidental também deixarão de receber alimentos essenciais. "Em muitos países da África central e do oeste, a comida servida na escola determina a linha fina de sobrevivência, dado que em muitos casos ela é a única alimentação regular que eles obtêm", alertou no texto o diretor do PMA na África Ocidental, Abdou Dieng.

 

 

Fonte:  G1

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