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Segunda, 27 Junho 2016 07:25

Os bastidores no dia a dia dos artistas

Para quem pensa que a vida de artista é fácil , está redondamente enganado. Os artistas ralam muito, principalmente nas viagens Brasil a fora para se apresentarem em seus shows. Recentemente o Trio Parada Dura ( Creone, Parrerito e Xonadão ) Divulgaram um vídeo mostrando os bastidores do trio e toda caravana. Veja abaixo o vídeo .

 

 

Fonte:  Trio  Parada  Dura

O Ministério da Educação (MEC) divulga nesta segunda-feira (27) o resultado da segunda chamada do Programa Universidade para Todos (ProUni). Os estudantes pré-selecionados têm até o dia 1º de julho para apresentar nas instituições de ensino os documentos que comprovem as informações prestadas na hora da inscrição. O ProUni seleciona estudantes para receber bolsas de estudo em instituições particulades de ensino superior com base na nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Serão ofertadas, no segundo semestre deste ano, 125.442 bolsas - 57.092 integrais e 68.350 parciais, de 50% - em 22.967 cursos de 901 instituições de ensino superior. O resultado será divulgado na página do ProUni. Cabe ao candidato verificar, na instituição, os horários e o local de comparecimento para a aferição das informações. A perda do prazo ou a não comprovação das informações implicará, automaticamente, a reprovação. Aqueles que não forem selecionados podem ainda participar da lista de espera, de 8 a 11 de julho. A lista dos documentos necessários está disponível na internet. O estudante é selecionado quando a documentação é aprovada. O programa é dirigido tanto aos estudantes egressos do ensino médio na rede pública, quanto àqueles que tenham vindo da rede particular na condição de bolsistas integrais. Podem concorrer a bolsas integrais os estudantes que comprovem renda familiar bruta mensal, por pessoa, de até um salário mínimo e meio. Às bolsas parciais, podem concorrer aqueles com renda familiar per capita máxima de três salários mínimos.

 

Fonte: Folha vitória

Em fase de oitiva de testemunhas de defesa, a comissão abriu a sessão desta quinta-feira sem a presença da senadora Gleisi Hoffman (PT-PR), esposa de Paulo Bernardo e integrante da linha de frente da defesa de Dilma na comissão, ao lado de Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) e Lindbergh Farias (PT-RJ). "Hoje a senadora não vem, ela está em casa com os filhos", confirmou Lindbergh. "Mas com certeza estará aqui amanhã, estará aqui na próxima semana e vai continuar participando da comissão da mesma forma", acrescentou ele. A Operação Custo Brasil é um desdobramento da Operação Lava Jato e investiga um esquema de pagamento de propina de mais de R$ 100 milhões para diversos funcionários públicos e agentes políticos do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão, entre os anos de 2010 e 2015. Até o início desta tarde os senadores inquiriam o subsecretário de Planejamento, Orçamento e Administração do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, Anderson Lozi da Rocha, uma das testemunhas de defesa. Nem os parlamentares a favor, nem os contrários a Dilma mencionaram a operação Custo Brasil da PF, realizada hoje e na qual o ex-ministro Paulo Bernardo foi preso, durante os trabalhos da comissão.

 

 

Fonte: Terra

Ainda não foi desta vez que Lionel Messi conquistou um título pela Argentina. E neste domingo (26), na derrota por 4 a 2 nos pênaltis para o Chile, na decisão da Copa América Centenário, após empate sem gols nos 90 minutos e na prorrogação, ele teve participação decisiva em mais uma frustração própria, e de todo o seu país. Perdeu uma penalidade, isolando a bola como um jogador comum. O craque de 29 anos falhou de novo num momento decisivo por sua seleção. O Chile repetiu o feito da Copa América do ano passado, quando após empate sem gols no tempo normal e na prorrogação venceu a disputa por pênaltis por 4 a 1 e conquistou o título continental pela primeira vez na história. Agora, comemora o bicampeonato. A expressão de espanto e desespero de Messi após ver Silva converter a penalidade que garantiu o bicampeonato do Chile diante de 82.026 pessoas no estádio MetLife, em Nova Jersey, deram a dimensão da decepção do craque argentino. Após fazer uma excelente Copa América, foi discreto neste domingo e, para piorar, ainda vai ficar marcado pela perda do pênalti. A Argentina continua na fila de 23 anos sem títulos com a seleção principal. Desde 1993, quando conquistou a Copa América disputada no Equador, não sabe o que é ser campeã. O Chile, por seu lado, se firma como uma potência do futebol sul-americano. E consolida a geração considerada a melhor da história do futebol do país, onde se destacam Arturo Vidal, Alexis Sanchez, Vargas e até jogadores que se destacam pela raça, como Medel. Neste domingo, o primeiro tempo foi marcado por um domínio argentino, mas, sobretudo, por muitas jogadas ríspidas e algumas violentas, de ambos os lados. A Argentina, liderada por Messi e com time melhor tecnicamente, criou as melhores chances. O Chile pouco incomodou. A grande chance da Argentina na etapa caiu nos pés de Higuaín. E ele voltou a perder um "gol feito", como ocorreu nas duas finais anteriores que sua seleção disputou. Neste domingo (26), o atacante ficou na cara de Claudio Bravo após um vacilo de Mendel, que falhou no domínio de uma boa recuada em sua direção. Higuaín penetrou livre, tentou tirar do goleiro, mas acabou tocando para fora, à direita da trave. Na final da Copa do Mundo de 2014, que a Argentina perdeu para a Alemanha por 1 a 0 no Maracanã, Higuaín perdeu um gol na frente de Neuer - chutou para fora -, após erro de Kroos. No ano passado, na decisão da Copa América do Chile, desperdiçou chance incrível ao chutar no lado de fora da rede, sem goleiro, após passe de Lavezzi. Na decisão deste domingo (26), as duas seleções terminaram o primeiro tempo com 10 jogadores. O brasileiro Heber Roberto Lopes expulsou o chileno Diáz aos 28 minutos, pelo segundo cartão amarelo, após falta em Messi; aos 42, deu cartão vermelho direto para o lateral-esquerdo Rojo, por falta dura em Arturo Vidal. O Chile, que não havia concluído uma vez sequer contra o gol argentino na primeira etapa, voltou mais atrevido para o segundo tempo. Criou algumas chances, mas, ainda assim, a Argentina levava mais perigo. A partir da metade da etapa, porém, o jogo ficou mais equilibrado, com as duas equipes mais precavidas. A Argentina, porém, começou a dar sinais de desgaste físico. O Chile, então, passou a atacar com maior intensidade. A prorrogação foi emocionante, com uma chance clara de gol para cada equipe. Na disputa de pênaltis, cada seleção falhou na sua primeira cobrança: Vidal parou em Romero e Messi isolou a bola. O Chile acertou os três pênaltis seguintes e a Argentina converteu dois. No terceiro, Bravo defendeu a cobrança de Biglia. Silva, então converteu o quinto pênalti chileno, para desespero da Argentina do Chile e de Messi, e nova festa do Chile. FICHA TÉCNICA ARGENTINA 0 x 0 CHILE (2 x 4 nos pênaltis) ARGENTINA - Sergio Romero; Mercado, Otamendi, Funes Mori e Marcos Rojo; Mascherano, Banega (Lamela), Biglia e Di María (Kranevitter); Higuaín (Agüero) e Messi. Técnico: Gerardo Martino. CHILE - Claudio Bravo; Isla, Medel, Gonzalo Jara e Beausejour; Marcelo Díaz, Aránguiz e Vidal; Fuenzalida (Edson Puch), Vargas (Nicolás Castillo) e Alexis Sánchez (Francisco Silva). Técnico: Juan Antonio Pizzi. ÁRBITRO - Heber Roberto Lopes (Brasil). CARTÕES VERMELHOS - Marcos Rojo (Argentina); Marcelo Díaz (Chile). CARTÕES AMARELOS - Mascherano, Messi e Kraneviter (Argentina); Beausejour, Aránguiz e Vidal (Chile). RENDA - Não disponível. PÚBLICO - 82.026 espectadores. LOCAL - MetLife Stadium, em East Rutherford (Estados Unidos).

 

Fonte:  Hojeemdia

A data em que os radares desligados pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) nas rodovias federais concedidas vão voltar a funcionar ainda não está definida, mas uma coisa já é certa: os motoristas vão arcar com os custos. O valor gasto pelas concessionárias para a implantação e manutenção dos equipamentos será incorporado ao preço do pedágio. Em Minas, o impacto maior deve ser na BR-040, onde 242 controladores de velocidade deixarão de operar até o fim da semana. Muitos já estão desligados desde o início do mês. A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) já confirmou que as tarifas cobradas dos motoristas serão reajustadas por causa da imple-mentação de um novo serviço. “Considerando que a operaci-onalização dos controladores que eram operados pelo Dnit não estava prevista no contrato de concessão, os valores serão calculados e, caso sejam incluídos nos contratos, serão realizados os devidos reequilíbrios econômicos financeiros”, explicou a agência, por meio de nota. Ainda não é possível quantificar qual será esse impacto no valor dos pedágios. Segundo a ANTT, as projeções ainda estão em fase de avaliação. Como a maioria dos contratos das concessionárias que operam em Minas tem previsão de reequilíbrio financeiro anual em junho ou julho, é provável que o aumento nos preços seja aplicado a partir de 2017. O Dnit resolveu desligar os radares em todas as estradas federais concedidas por causa de problemas financeiros. Ao todo, 660 equipamentos serão desativados no país, sendo que mais de 30% em Minas Gerais: nas BRs 040, 050, 262 e 153, todas elas concedidas à iniciativa privada. A ordem para a retirada dos aparelhos que fazem o controle de velocidade nas estradas foi dada no mês passado e todos estarão inoperantes até o fim deste mês. As concessionárias já encaminharam os estudos técnicos para instalação e manutenção dos radares, que ainda estão sendo avaliados. Não há uma previsão para que os dois órgãos apresentem os pareceres. Considerando um histórico de caso semelhante, a resposta não deve sair tão cedo. A Via 040, responsável pela BR-040, espera desde março do ano passado um retorno da ANTT sobre o pedido para operação de radares no Anel Rodoviário. Estes controladores de velocidade já estavam previstos no contrato com o governo, por isso não exigem reequilíbrio financeiro. A concessionária confirma que, recebendo o aval da agência sobre os equipamentos na BR-040, os preços dos pedágios serão reajustados. “Esse cálculo é efetuado pela ANTT e vai ocorrer porque não estavam previstos a implantação e manutenção desses radares no contrato de concessão. É um novo serviço que exige reequilíbrio do contrato. O contrato previa apenas a instalação e manutenção de 20 equipamentos que já estão instalados na rodovia desde o início de 2015, conforme prazo estabelecido”, ressaltou a concessionária Via 040. A Triunfo Concebra, que administra as BRs 262 e 153, informou que os valores e regras para reajuste tarifário são definidos pela ANTT. A MGO Rodovias, responsável pela BR-050, disse apenas que aguarda análise de estudos encaminhados para a agência.

 

Fonte:  Hojeemdia

Se existe um nome na música brasileira que a represente da melhor forma possível, "esse cara" é Roberto Carlos, como ele mesmo canta em uma de suas últimas músicas do repertório, tal como foi apresentado no show realizado na noite desta sexta-feira (24). Com uma plateia lotando o Espaço das Américas, em São Paulo, onde as fãs gritavam "gostoso" e "rei" da plateia, o cantor trouxe seus maiores sucessos para o palco s e não decepcionou quando embalou as canções com alguns passos de dança improvisados. O Rei e sua banda, essencial para que o espetáculo acontecesse impecavelmente entre luzes que dominavam todo o local - assim como sua voz, atraíram os olhares dos admiradores presentes, desde os mais jovens até a velha guarda, que acompanham sua carreira desde o início, na década de 60, quando estourou em todo o Brasil. "Que prazer rever vocês mais uma vez em São Paulo, nessa casa maravilhosa. Obrigado por esse carinho e amor! Obrigado por todas as coisas lindas que tenho recebido de vocês desde que eu nasci. (...) Mas é o seguinte, meu negócio não é falar, entre outras coisas, meu negócio é cantar", disse ele ao abrir o show com Como Vai Você. Romântico de carteirinha, Roberto Carlos aproveitou ainda para falar sobre um assunto que não costumava tratar em músicas: o sexo. Com seu carisma característico, o cantor discursou sobre o tema antes de apresentar a faixa Proposta. "Minhas músicas faltavam falar de algo s mais, elas eram simples. Depois da jovem guarda não se permitia dizer tantas coisas. Faltava falar de sexo em minhas músicas! Amor e sexo são coisas que andam juntas", afirmou. "Como vou fazer para falar dessas coisas. O que vão pensar de mim?", brincou ele. "Não posso deixar de dizer as coisas que eu penso nas canções que eu faço. Entre as coisas que mais gosto, em primeiríssimo lugar vem o amor, depois o sexo e por fim... Sorvete!", disse ele animando o público com seu bom humor. Como de praxe, a entrega das rosas no final do show foi o ápice. Bem próximas a ele, as fãs puderam trocar presentes por flores acompanhadas carinhosamente com um beijo do eterno rei da música brasileira.

 

 

Fonte:  O Fuxico

Stênio Garcia voltou a falar sobre o efeito negativo de um remédio contra impotência sexual que tomou. O ator contou ao programa TV Fama que quase morreu após fazer uso do medicamento. — Não adiantou muito e eu quase morri. Não foi com a minha atual mulher [a atriz Marilene Saade], que com ela eu não preciso de Viagra, não. Stênio disse ainda que ficou preocupado após tomar o remédio pois é hipertenso. — Não é brincadeira, é verdade. Não me fez bem, eu sou hipertenso e o Viagra viajou dentro de mim e quase que me leva, por isso eu tenho medo. Nunca mais.

— Ela não se conforma, pois sempre quer passar para as pessoas a imagem de que a vida entre quatro paredes do casal é ativa e… perfeita… Para tentar abafar um pouco o caso, Mari deu outra entrevista dizendo que não foi com ela que o marido usou a pílula azul para ficar mais animadinho, e sim durante uma viagem com os amigos, há mais de 20 anos. Uma história muito mal contada, por sinal, pois a mulher afirmou que todos os amigos combinaram de tomar Viagra juntos etc. Só que a peladona entrou em contradição, pois o Viagra foi criado há 18 anos, então é impossível ele ter usado o remedinho há mais de 20...

 

 

 

Fonte: Folha Vitória

Em tour mundial do álbum "The Sweet Sweet Fantasy", a cantora Mariah Carey virá ao Brasil em novembro. São Paulo é a primeira cidade a receber a artista, no dia 1º de novembro, no Allianz Parque. Na sequência ela se apresenta em Curitiba, no dia 4, na Pedreira Paulo Leminsk; e em Porto Alegre no dia 5, no Estádio Beira-Rio, encerrando a tour com apresentação única. A cantora vem exclusivamente ao Brasil pela parceria entre a Stage Entertainment e Lens Events. A expectativa de público nas três cidades brasileiras é de mais de 80 mil pessoas, que poderão curtir os maiores sucessos da artista. Para os fãs brasileiros Mariah guarda ainda uma grande surpresa: ela terá um convidado especial em todas as suas apresentações. A força e beleza de Mariah Carey estouraram nos anos 90. Seu estilo e habilidade vocal impactaram toda uma geração de artistas. Por influenciar a música popular com outros gêneros como o r&b e o hip-hop e popularizar a participação de rappers em suas canções, Mariah se consagrou como a Musa do Pop. Mariah é conhecida por seus alcances vocais de sete oitavas e por seu estilo poderoso de melisma. Ao longo de sua carreira Mariah vendeu mais de 250 milhões de discos, ganhou 5 Grammy Awards, 20 World Music Awards, 13 American Music Awards e 32 Billboard Music Awards. Antes de vir à América do Sul, Mariah Carey segue em temporada de grande sucesso e de ingressos esgotados com o espetáculo "#1 to Infinity", em Las Vegas. Os ingressos para a turnê brasileira estarão à venda em breve.

 

Serviço: Mariah Carey - The Sweet Sweet Fantasy São Paulo - SP Data: 01 de novembro, 21h Local: Allianz Parque | Avenida Francisco Matarazzo, 1705 - Água Branca Curitiba - PR Data: 04 de novembro, 21h Local: Pedreira Paulo Leminski | R. João Gava, 970 - Abranches Porto Alegre - RS Data: 05 de novembro, 21h Local: Estádio Beira-Rio | Av. Padre Cacique, 891 - Praia de Belas

 

Fonte: Hoje em dia

Cerca de 70 policiais civis de Governador Valadares (MG) fizeram uma manifestação na manhã desta quinta-feira (23) na porta da delegacia regional da cidade. Os grevistas pedem a melhoria da estrutura do local de trabalho e equiparação salarial para os escrivães e investigadores. A greve começou em todo o estado na última segunda-feira (20) e 70% dos serviços estão suspensos, segundo Sindpol/MG. Em Valadares, 30% do efetivo continua trabalhando, mas todos os 150 policiais da cidade aderiram ao movimento. “Nós entendemos que durante décadas o Governo de Minas não tem valorizado toda a classe da Polícia Civil. A nossa estrutura e as viaturas são precárias”, disse o delegado Clériston Lopes Amorim. Os atendimentos ao público na delegacia estão sendo realizados entre 14h e 16h40. O Detran está distribuindo 70 senhas diariamente, para atender o público. Na delegacia de mulheres, os servidores só estão atendendo os casos de flagrantes. O diretor financeiro do Sindicato dos Policiais Civis do Estado de Minas Gerais em Governador Valadares, José Renato Machado Lima, disse que o movimento não busca aumento de salário, mas sim uma estruturação da Polícia Civil. Ainda segundo ele, as negociações entre o Governo de Minas e a PC já começaram em Belo Horizonte (MG), mas ainda não houve acordo. O G1 procurou a assessoria da Polícia Civil que confirmou que está em fase de negociação, porém não repassou detalhes.

 

 

Fonte:  G1

O governo anunciou redução a zero da alíquota de importação de feijão, de qualquer país, por prazo de 90 dias. A medida foi criada com o intuito de estimular as importações do grão, numa tentativa de baixar os preços do produto. Porém, o feijão carioca, que responde por mais de 70% do consumo nacional, é um produto genuinamente brasileiro e não é encontrado em outros mercados. Com isso, a importação de feijão preto e de outros tipos não deve solucionar a crise de abastecimento. A medida pode apenas baratear o feijão preto e forçar uma mudança de hábito, fazendo com que muitos optem pelo grão preto, em vez do feijão carioca. Tradicionalmente, o Brasil importa entre 100 e 150 mil toneladas de feijão preto por ano, sendo a Argentina o principal fornecedor do produto. Como os países do Mercosul integram um mercado comum, o feijão argentino já é importado sem taxas. Além disso, segundo Sandra, a importação de feijão é irrelevante diante da produção brasileira, de 2,9 milhões de toneladas na safra 2015/2016. Mesmo assim, já houve um incremento nas importações. De janeiro a maio de 2016, foram importadas 69,3 mil toneladas de feijão (todos os tipos de feijão, secos e em grãos), contra 44,6 mil toneladas no mesmo período de 2015, de acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior. De acordo com Sandra Hetzel, analista da consultoria Unifeijão, a tonelada de feijão preto argentina está custando cerca de US$ 1.250, valor que somado ao frete e impostos ficará muito próximo do preço brasileiro. “Lá na Argentina também houve perdas por causa do clima e o feijão também está caro. Não vejo muita vantagem competitiva na importação”, diz. “Só é uma medida positiva do ponto de vista psicológico, porque o mercado está extremamente nervoso. Mas a gente não pode esperar feijão barato neste ano, o consumidor tem de ter consciência disso.” A solução pode estar na China e no México Para estimular a importação de feijão preto, o governo pode reduzir tarifas de importação da China e focar no México. “A mercadoria da China está compensando. A saca chegaria ao Brasil por R$ 180 incluindo todos os impostos, enquanto em São Paulo, a saca de feijão preto está custando R$ 300”, diz Sandra. Porém, segundo a analista, a mercadoria demoraria mais de 40 dias para ser transportada por navio até o Brasil. “E mesmo assim, a importação não vai baixar os preços, só pode aliviar a pressão e não deixar que o feijão fique ainda mais caro”, afirma Sandra. Outra alternativa é o México, onde se produz uma variedade de feijão chamada “pinto beans”. Esse tipo de feijão é similar ao carioca, com a diferença que é colorido com “pintas”, em vez de rajado. “O México é um tradicional produtor de feijão que pode suprir um pouco da nossa demanda no futuro. O feijão pinto beans é maior e o sabor é um pouco diferente, mas é o que mais se aproxima do feijão carioca”, afirma Alcido Wander, chefe de pesquisa da Embrapa Arroz e Feijão. Mais uma vez, a solução não é imediata. Para importar feijão do México, o Brasil precisa negociar protocolos fitossanitários, processo que leva meses. Essa negociação é fundamental por questões de segurança, para evitar que pragas e doenças encontradas nas lavouras mexicanas sejam trazidas para o Brasil. O mercado aguarda a próxima colheita O feijão é uma cultura de ciclo curto, entre 90 e 100 dias. Por isso, é possível ter três safras em cada ano agrícola. A primeira e a segunda safras do ano agrícola 2015/2016 registraram redução de área plantada e foram prejudicadas por problemas climáticos, como chuvas excessivas e geadas. A esperança que resta para este ano é a terceira safra, estimada em 873,3 mil toneladas, que será colhida entre o fim de agosto e o dia 20 de setembro em São Paulo, Oeste de Minas Gerais, Distrito Federal, Goiás e em algumas regiões de Mato Grosso. “Essa é uma safra menor, que não representa o maior volume da produção nacional. Mas, vai garantir o abastecimento por um tempo e dar um alívio nos preços do feijão”, afirma o pesquisador da Embrapa. Porém, segundo os especialistas, os preços do feijão carioca só devem mesmo voltar à normalidade a partir de novembro, quando começar a colheita da primeira safra de feijão do ciclo 2016/2017 e se as lavouras estiverem em boas condições. O que é o feijão carioca? De acordo com Wander, esse tipo de grão é resultado de uma mutação natural que ocorreu em plantas de feijão na década de 1960. A partir dessa planta, surgiu o feijão carioca, que foi estudado e gerou inúmeras variedades que atualmente são cultivadas no País. “Essa é uma criação nacional”, diz Wander. “Não existe produção de feijão carioca em escala comercial em nenhum outro lugar no mundo. O que existe são produtores que levaram variedades brasileiras e estão tentando produzir lá fora com o objetivo de exportar para o Brasil.” Feijão carioca é um problema para o Brasil Por ser um produto genuinamente nacional, a má notícia é que os brasileiros são reféns de sua própria criação. Quando a produção supera a demanda, os preços despencam e os produtores de feijão amargam prejuízos, porque o carioca é desconhecido no mercado internacional e não é possível exportar o produto. Por outro lado, quando a produção de carioca fica abaixo do esperado, o Brasil não tem de onde importar o produto, o que provoca alta nos preços. “Os produtores já estão calejados, eles acompanham o mercado e sabem que o feijão tem essas oscilações malucas”, afirma Sandra, analista da Unifeijão. Segundo o pesquisador da Embrapa, o ideal é que o mercado brasileiro substitua o consumo de feijão carioca por feijão preto e feijão branco, por exemplo. “No longo prazo, a melhor solução seria que os brasileiros tivessem o hábito de consumir grãos mais conhecidos e aceitos no mercado internacional”, afirma Wander. “Isso traria mais estabilidade e previsibilidade para o mercado.”

 

Fonte:  G1

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